Terça-feira, 5 de Julho de 2005
Antes de postar este artigo, pensei, pensei, pensei...Pensei mesmo muito...Mas mesmo assim decidi escrever. Este artigo não é mais do que um belo exemplo de uma leitura de merda (como tantas que pululam - sim, pululam - por aí nesses escaparates de livrarias)
Convém avisar de que, e para desde já proteger personagens mais sensiveis, este artigo não é - repito NÃO È da minha autoria. Foi um mail que recebi, não sei de quem (e tb não interessa muito saber) e que decidi que merecia estar entre os mais belos textos já publicados na net. Espero que se divirtam tanto a lêr como eu ao escrever...


"Quem já teve uma dor de barriga, sabe como é... esta é uma simples história que poderia ter acontecido contigo...
Aeroporto de Lisboa, 15h30m
Tenho um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma cagadela não aliviasse. Mas, atrasado para apanhar o autocarro que me levaria para o aeroporto, do outro lado da cidade,de onde partiria o voo para Estocolmo, resolvi segurar as pontas "Afinal de contas, são só uns 15 minutos de viagem. Ao chegar lá, tenho tempo de sobra para dar uma cagadela tranquilo".
O avião só sairia as 16h30m. Entrei no autocarro, sem sanitários, senti a primeira contracção e tomei consciência de que a minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no wc do aeroporto. Virei-me para o meu amigo que me acompanhava e, subtilmente, disse-lhe:
"Fogo, mal posso esperar para chegar ao aeroporto porque preciso largar a farinheira."
Nesse momento, senti o cagalhão a beliscar as minhas cuecas, mas pus a força de vontade a trabalhar e segurei a onda.
O autocarro nem tinha começado a andar quando para meu desespero, uma voz disse pelo altifalante:
"Senhoras e senhores, devido ao muito trânsito, a nossa viagem até ao aeroporto levará cerca de 1 hora".
Aí o cagalhão ficou maluco e tentou sair a qualquer custo! Fiz um esforço hercúleo para segurar o comboio de merda. Suava em bicas. O meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para gozar comigo.
O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais indicando que, pelo menos por enquanto, as coisas tinham-se acomodado por ali. Tentava-me distrair vendo a paisagem mas só conseguia pensar numa casa de banho com uma sanita, tão branca e tão limpa que daria para almoçar nela! E o papel higiénico então: era branco e macio e com textura e perfume e...oops!
Senti um volume almofadado entre o meu traseiro e o assento do autocarro e percebi consternado que havia cagado. Um cocó sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar para os amigos e parentes e convidá-los a apreciar, na sanita, tão perfeita obra! Daria até para a expor no CCB! Mas, sem dúvida, não neste caso. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei-lhe de modo muito sério:
"Olha, caguei- me."
Quando o meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a ficar no centro da cidade, onde o autocarro faria escala a meio da viagem, e que me limpasse em algum lugar. Mas resolvi que ia seguir viagem, pois agora estava tudo sob controlo. "Que se lixe, limpo-me no aeroporto," - pensei - "pior do que estou não fico".
Mal o autocarro entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar, e sem muita cerimónia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e lambuzando o cu, cuecas, barra da camisa, pernas, calças, meias e pés.
Logo a seguir, mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fofo do freguês ao sair rumo à liberdade. E, no instante seguinte, um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar...afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado?? Já o peido seguinte foi do tipo que pesa e eu caguei-me pela quarta vez.
Lembrei-me de um amigo que, certa vez, estava com tanta caganeira que resolveu pôr um penso higiénico nas cuecas, mas colocou-o com as linhas adesivas viradas para cima e, quando quis tirá-lo, levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia ajudar-me a limpar a sujeira.
Finalmente cheguei ao aeroporto e, saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse a minha mala na bagageira do autocarro e a levasse aos sanitários do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri para a casa de banho e entrando de porta em porta, constatei a falta de papel higiénico em todas as cinco portas. Olhei para cima e blasfemei:
"Agora chega, Pá!!"
Entrei na última porta, mesmo sem papel, e tirei a roupa toda para analisar a minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço) e esperar pela mala da salvação, com roupas limpinhas e cheirosas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.
Entretanto, o meu amigo entrou na casa de banho cheio de pressa... já tinha feito o "check- in" e disse-me que tinha que ir depressa avisar o voo para esperarem por nós. Mandou por cima da porta o cartão de embarque e a minha maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha-se enganado na mala que eu aguardava e já tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um pullover de lã com gola em bico.
A temperatura em Lisboa nesta altura era de aproximadamente 37 graus.
Desesperado, comecei a analisar quais das minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis.
As minhas cuecas, mandei- as para o lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis, assim como as minhas meias, que mudaram de cor tingidas pela merda. Aos meus sapatos dava-lhes nota 3, numa escala de 1 a 10.
Teria que improvisar. A invenção é filha da necessidade, então transformei uma simples casa de banho pública numa magnífica máquina de lavar.
Virei as calças do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar ao autoclismo até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar. Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direcção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, calças vestidas do avesso e molhadas da cintura até ao joelho (não exactamente limpas) e o pullover de gola em bico sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.
Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam à espera do "rapaz que estava na casa de banho" e atravessei todo o corredor até ao meu assento ao lado do meu amigo que sorria.
A hospedeira aproximou-se e perguntou-me se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir uma gilette para cortar os pulsos ou 130 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante, mas decidi não as pedir... e respondi-lhe com uma esforçada cara angélica:
"Nada, obrigado... eu só queria mesmo era esquecer este dia de MERDA!"


publicado por pjohnny às 15:04 | link do post | comentar | favorito

18 comentários:
De Ara a 30 de Julho de 2005 às 01:49
Ainda n consegui parar de rir....tá 5*


De bolota a 20 de Julho de 2005 às 13:00
Ahahahahahaa...merda desta só podia sair mesmo da cabeça do killi


De Coral a 15 de Julho de 2005 às 14:29
Valeu a pena revisitar-vos!!! Este texto, pela tontice, não merecia as duvidas na "postagem"!! A comicidade "non-sense" é apanágio deste blog!! Beijosssssss nortenhos
( PS - Sr. Killi o seu "pululam" inspirou-me no uso de linguística refinada, viu? )


De Cass a 15 de Julho de 2005 às 00:00
Deixem-me recompor das gargalhadas.. ahahaha, para dizer : "Que artigo de merda"... :P


De Cass a 15 de Julho de 2005 às 00:00
Deixem-me recompor das gargalhadas.. ahahaha, para dizer : "Que artigo de merda"... :P


De noname a 14 de Julho de 2005 às 15:57
reconheço q a merda por veses consegue ser apenas a coisa mais importante de um dia para qq um de nós, reconheço tb q foi do melhor q li até hoje, desculpa não dizer mt mais mas tenho de ir cagar, isto de rir assim é melhor não arriscar.


De papoila a 14 de Julho de 2005 às 09:37
Ele há dias em que não se deveria sair de casa... ainda choro de tanto rir AHAHAHAHHAHAHAHAHAH


De Utopia a 11 de Julho de 2005 às 19:17
Pá...o tipo bateu no fundo...AHAHAHAHAHAH....e depois espantam-se que um gajo de repente se passe da marmita e comece a matar pessoas a eito..com um dia destes.....Vá lá vai


De Alice no lalaland a 8 de Julho de 2005 às 11:28
AH A HA HAAH Ah ah ah a hah ah h H ah ah ah a hh A HAH AH AH HA H AH AH AHA H AH AH A HA HAH AHA HAHA HA HAH ah ah ah ah h H AH AH AH AH H AH AHAHHAH AH AHAH H AH AHAH AHAH H AH AH A...(hiihihihi)...a hah....h aha...a h aha ....H AH HA HAH A HA HAHA H AH AH ..... HAH AHA...h a.. hall ha...h a..h ah a...........a h..h a...cof cof.... bem tenho que dar a mão à palmatória e dizer que foi o post mais divertido que li até hoje... qs me mijei a rir...


De pataininiti algarvia a 7 de Julho de 2005 às 10:09
Ahhhhhhhhhhhhhhhhahahahahahhahahah... Acudam-me que não posso rir mais... ahhhhhhhhhhhahahahahha Já me doi tudo... Que dia de merda...Ahahahahah


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